O São Paulo venceu o Internacional por 1 a 0 no Morumbi, na 28ª rodada do Brasileirão, mas a vitória teve gosto de alívio: o gol saiu de um pênalti convertido por Calleri e a equipe apresentou pouquíssima criatividade ofensiva. Em noite de público reduzido e com protestos silenciosos da torcida após a eliminação na Sul‑Americana, o resultado dá folga na tabela, mas não dissolve as interrogações sobre o padrão de jogo.

Dorival Júnior promoveu mudanças: tirou Sabino e Danielzinho e colocou Rafael Toloi e Djhordney, ajustando o desenho para um 5-3-2 que, ao menos defensivamente, funcionou melhor. Artur e Luciano inverteram de lado para buscar espaços, e a alteração deu mais estabilidade. O lance mais efetivo saiu pelo lado de Marcos Antônio, que sofreu a falta que originou o pênalti. Mesmo assim, o time criou raras chances reais e teve dificuldade para transformar posse em profundidade.

A notícia positiva veio na estreia de Pedro Lima: apresentado dois dias antes, o jovem ganhou a posição de Lucas Ramon e deu maior potência ofensiva pela lateral. Em um momento, poderia até ter participado diretamente de uma finalização que terminou isolada dentro da área. Ainda assim, a boa atuação individual não bastou para elevar o rendimento coletivo, que seguia previsível e pouco incisivo na zona de finalização.

No segundo tempo o Internacional cresceu e passou a dominar as ações, sem, porém, materializar chances claras. A impressão é de que Dorival não teve resposta tática para retomar o controle pleno do jogo quando o adversário apertou. O placar preserva os três pontos e dá alguma tranquilidade, mas o recado é claro: ajustes defensivos foram úteis, mas a criação ofensiva continua como déficit e exige solução antes de comprometer confrontos mais exigentes no restante do campeonato.