Na véspera do confronto com a Áustria, em Dallas, Lionel Scaloni voltou a criticar as pausas obrigatórias para hidratação adotadas na Copa do Mundo 2026. O técnico argentino afirmou que as interrupções quebram o ritmo natural do jogo e funcionam como momentos em que as equipes podem reprogramar abordagens táticas.
Seguindo linha já defendida por outros treinadores, como Marcelo Bielsa, Scaloni avaliou que as paradas transformam a dinâmica da partida — chegando a comparar a situação à existência de 'quatro tempos' — e que, embora possam beneficiar quem busca atacar, exigem adaptação e mexem no planejamento original de uma partida curta como as da fase de grupos.
Apesar do foco na polêmica tática, o treinador ressaltou o respeito ao adversário: a seleção austríaca pressiona alto, joga de forma vertical e mostrou desempenho sólido nas eliminatórias. Com ambas as equipes vindo de vitória na estreia, um novo triunfo pode assegurar classificação antecipada, tornando o confronto de Dallas com caráter decisivo.
No aspecto de elenco, Scaloni teve pela primeira vez todos os 26 convocados à disposição nos treinos após o triunfo por 3 a 0 sobre a Argélia. A tendência é de uma única alteração: Nahuel Molina deve entrar na lateral direita no lugar de Gonzalo Montiel, reforçando opções para uma escalação que busca manter intensidade diante de um rival físico.