Lionel Scaloni revelou em coletiva que Lionel Messi, ao contrário do que muitos presumiam, aguardou a divulgação oficial da lista de convocados antes de anunciar sua participação na Copa do Mundo de 2026. O treinador afirmou ter avisado pessoalmente ao capitão que estava convocado — um gesto que, segundo ele, tratou o ídolo como qualquer outro jogador do elenco.
A notícia dá fim ao mistério público, mas não às incertezas: Messi se recupera de uma fadiga muscular sofrida no último jogo pelo Inter Miami e ainda não treina em pleno ritmo. Às vésperas da estreia do Grupo J, no dia 16 contra a Argélia, o atacante não é dado como titular garantido nos amistosos; Scaloni admitiu apenas a possibilidade de alguns minutos nas partidas preparatórias, possivelmente contra a Islândia.
O manejo clínico e esportivo em torno de Messi tem consequências práticas. Limitar minutos agora pode preservar o atleta para o torneio, mas também reduz o tempo de entrosamento do capitão com o time em condições de competição. A presença de Messi em seu sexto Mundial — fato que o iguala a nomes como Cristiano Ronaldo e Guillermo Ochoa — é um reforço simbólico e técnico, mas vem acompanhada de desafios de condicionamento físico.
O técnico optou por não comunicar pessoalmente aqueles que ficaram fora da lista, buscando poupar os jovens dispensados de um momento difícil. A decisão revela sensibilidade na gestão do grupo, mas também evidencia um período de ajustes e prevenção de desgaste físico na reta final da preparação argentina.