O estado físico de Lionel Messi voltou a ser motivo de atenção após o último jogo pelo Inter Miami, quando o atacante deixou o campo com dores e foi constatada uma fadiga muscular, sem lesão. A presença do camisa 10 não está assegurada nos amistosos que a Argentina fará em junho, antes da estreia no Mundial.

Lionel Scaloni, porém, tem adotado tom de tranquilidade. Em entrevista, o técnico recusou-se a detalhar um plano de gerenciamento de carga para Messi e disse que acompanhará o jogador dia a dia. Para o treinador, a referência é a própria carreira do craque: só o substituiu quando o atleta pediu para sair, como na final da Copa América de 2024.

Aos 38 anos, Messi chega ao sexto Mundial — um recorde que o coloca ao lado de nomes como Cristiano Ronaldo e o goleiro Ochoa. A Argentina fará amistosos contra Honduras (6 de junho) e Islândia (9 de junho) antes de estrear no Grupo J, contra a Argélia em 16 de junho; Áustria e Jordânia completam a chave.

A opção por não estabelecer controles rígidos revela confiança na condição e no julgamento do próprio jogador, mas também deixa dúvidas operacionais. Em torneios longos, o equilíbrio entre aproveitar a influência técnica de Messi e preservar sua condição física é delicado — e a seleção terá apenas os amistosos para testar alternativas.

No curto prazo, a ausência de um plano público força a seleção a decisões reativas: observar sinais, responder a intercorrências e, possivelmente, adaptar a estratégia de jogo. As escolhas de Scaloni nas próximas semanas dirão se a Argentina dará prioridade à presença do astro em campo ou à gestão preventiva do seu desgaste.