Recebido com pompa em 8 de janeiro de 2024, Gustavo Scarpa viu a carreira no Atlético-MG tomar um rumo bem diferente em pouco mais de dois anos. Hoje sem atuar há mais de três meses e com o interesse do São Paulo, o jogador prefere permanecer em Belo Horizonte — e, por isso, a possível transferência só avançaria mediante nova proposta dos paulistas, o que deixou o negócio travado.
Quando chegou, Scarpa vinha de temporadas frustradas na Europa, mas trazia o prestígio do título pelo Palmeiras em 2022. O Atlético pagou cerca de 5 milhões de euros (aproximadamente R$ 27 milhões) e, no primeiro ano, deu retorno em campo: 65 partidas, 9 gols e 11 assistências. Sob Gabriel Milito, atuou com liberdade pelo lado direito e foi peça importante nas campanhas que levaram o clube ao vice da Libertadores e da Copa do Brasil.
Em 2025 manteve presença (66 jogos, 3 gols e 12 assistências) e foi titular com Cuca, mas a chegada de Jorge Sampaoli mudou sua participação. Na atual temporada teve poucas oportunidades, disputou por último o empate por 2 a 2 com o Juventud, em 5 de maio, e logo sofreu uma entorse no joelho direito. Passou por artroscopia no fim de maio, foi liberado em 17 de julho, mas não voltou a jogar antes de um novo problema — um edema no adutor da coxa direita — e segue em recuperação.
O conjunto de lesões e a falta de sequência explicam a perda de espaço e do ritmo, pontos que pesam tanto para o clube quanto para qualquer interessado. Scarpa negou rumores de insatisfação nas redes sociais, mas a situação deixa o Atlético com um ativo caro que hoje rende menos do que se esperava e com a necessidade de decidir se recupera o jogador internamente ou busca alternativas no mercado.