Representantes da SDC Sports deixaram claro ao Conselho Deliberativo do Santos que não entregarão uma oferta vinculante pela SAF enquanto não houver certeza jurídica de que o estatuto permitirá a venda da maioria das ações. A reunião na Vila Belmiro serviu para detalhar o cronograma e reforçar que a empresa pretende só formalizar a proposta final após a conclusão da reforma estatutária.
No encontro, a SDC apresentou seu organograma para o futebol, com Jesse Fioranelli indicado como nome para comandar a área caso a operação avance. Também participaram Michael Lipman, Diego Garcia e um analista do fundo; a XP Investimentos e a Rothschild acompanharam como assessorias. As partes disseram ter concluído uma due diligence mútua nos últimos meses, mas não trouxeram números novos aos conselheiros durante a apresentação.
O histórico é conhecido: em fevereiro havia um term sheet prevendo aporte para o futebol e pagamento de dívidas em troca de fatia majoritária, mas o estatuto vigente impede a venda do controle. A reforma, que exige votação em Assembleia Geral e deliberação do Conselho, é tratada como processo complexo e sem prazo fechado — o que aumenta a probabilidade de o negócio não ser fechado ainda neste ano e posterga a recuperação financeira esperada pelo clube.
A postura da SDC — recusar-se a entrar em negociações finais enquanto a questão estatutária não estiver resolvida — transfere ao Santos a urgência da mudança. Para conselheiros, direção e associados, isso significa decidir entre acelerar um processo delicado de alteração do estatuto ou conviver com a incerteza sobre aporte, elenco e plano de reestruturação.