O Coritiba foi eliminado pelo Santos por 2 a 0 na partida de volta da Copa do Brasil, em noite que terminou com vaias e protestos no Couto Pereira. Mais de 36 mil torcedores compareceram — o maior público do clube na temporada — e viram o time ser derrotado e despedir-se da competição diante de sua própria torcida.

A segunda eliminação em casa na temporada, depois da queda para o Operário-PR na semifinal do Campeonato Paranaense, intensificou a insatisfação. As arquibancadas entoaram cânticos como “tem que ter raça” e “time sem vergonha”, sinais visíveis de desgaste e cobrança que passam a recair sobre jogadores e comissão técnica.

No pós-jogo, o treinador Fernando Seabra procurou blindar o grupo e rebateu críticas sobre falta de empenho, afirmando que a competitividade e a intensidade treinada diariamente são marcas do elenco. Ele também explicou decisões táticas: Tinga saiu cedo com problema na panturrilha e, sem poder usar JP Chermont (que pertence ao Santos), optou por poupar o jovem Lucas Taverna e lançar Felipe Jonathan, reorganizando a defesa com Tiago Cóser na lateral direita e Bruno Melo como zagueiro ao lado de Jacy.

A derrota deixou lições práticas e expôs fragilidades que precisam ser corrigidas antes do Brasileiro. Seabra ressaltou que o confronto deve servir de aprendizado para aprender a lidar com momentos de revés e para ajustar ritmos em partidas decisivas. Ainda assim, a sequência de eliminações em casa amplia a cobrança e exige respostas rápidas em campo para evitar maior desgaste no início da Série A.