Clarence Seedorf deixou claro desde a apresentação que sua contratação pelo Corinthians não foi condicionada à presença de Memphis Depay no elenco. O treinador reconheceu conhecer o atacante por laços na Holanda, mas afirmou que já acompanhava o clube antes e que a escolha foi feita com base na situação esportiva do Timão, com informações também trazidas por interlocutores no Brasil.

O holandês admitiu preocupação com o momento de Depay — que tem sido alvo de críticas da torcida e marcou apenas um gol na temporada —, mas evitou transformá‑lo em pivô da estratégia. Seedorf disse que cobrará intensidade nos treinos e nos jogos, esperando que a mudança coletiva sirva para recuperar jogadores em baixa e elevar o nível físico e mental do time.

O técnico assinou até o fim de 2027 e assume a missão de resgatar o clube com oito rodadas restantes do Campeonato Brasileiro. A estreia será na próxima segunda-feira, contra o Vitória, na Neo Química Arena, confronto direto na luta contra o rebaixamento que servirá como primeiro teste prático da proposta de jogo mais compacta e agressiva que ele promete implantar.

Além do desafio esportivo imediato, a manutenção na Série A tem peso financeiro e institucional para o Corinthians — da receita de televisão ao apelo de patrocinadores — e transforma as próximas semanas em período decisivo. Seedorf, que ficou sete anos fora dos bancos por opção, disse ver a vaga como oportunidade para voltar a protagonizar, mas terá pouco tempo para traduzir intenção em resultados e reduzir a pressão sobre comissão, elenco e diretoria.