Clarence Seedorf desembarcou no CT Joaquim Grava com uma agenda de intervenção imediata para tentar reverter a sequência que deixou o Corinthians na 16ª colocação do Brasileirão. Nos primeiros dias, o técnico optou por medidas voltadas ao comportamento e ao ambiente: telas do centro de treinamento passaram a exibir apenas imagens positivas, como gols e conquistas, em vez de programação operacional.
A rotina do elenco mudou: houve treinos em dois períodos nas primeiras sessões da semana para que o treinador conheça os atletas mais rapidamente e otimize o tempo até a estreia, marcada para segunda-feira contra o Vitória. Os treinos, porém, foram encurtados para preservar o aspecto físico e evitar sobrecarga, enquanto a cobrança por intensidade e verticalidade do jogo tem sido constante durante as atividades.
Outra alteração com efeito prático foi a ampliação do papel da psicóloga Anahy Couto. Antes presente apenas em jogos, ela passará a acompanhar treinamentos, fazer observações comportamentais, oferecer feedbacks ao comando técnico e aumentar o atendimento individual aos jogadores, com foco em positividade e preparação mental diante da crise.
As primeiras impressões de funcionários foram favoráveis: Seedorf tem perfil rígido e intervencionista, mas tem buscado justificar mudanças e dialogar com lideranças e o grupo. São medidas de curto prazo que visam resgatar confiança; a eficácia, porém, dependerá de resultados rápidos em campo e de como o time assimilará uma proposta mais exigente em tempo exíguo.