Levantamento do Gato Mestre, da Globo, revela que a arbitragem da Copa do Mundo tem mostrado preferência por números redondos no tempo de acréscimo: seis minutos foram registrados em mais de 30% das partidas até esta quinta-feira (25). O segundo valor mais frequente é cinco minutos, com pouco mais de 20%. Juntos, cinco e seis respondem por mais da metade dos acréscimos computados neste início de torneio.

Uma explicação plausível para essa concentração é a novidade implementada pela FIFA: todas as partidas passaram a incluir uma pausa obrigatória de três minutos para hidratação e descanso dos jogadores. A medida vale independentemente do clima ou da cobertura do estádio e costuma ser aplicada por volta dos 22 minutos de cada tempo, sem um minuto fixo definido no regulamento.

O resultado é uma tendência à padronização dos acréscimos — árbitros que precisam contabilizar a interrupção de três minutos, além de substituições, atendimento médico e paralisações diversas, acabam autorizando tempos mais próximos a cinco ou seis minutos. Esse padrão reduz a variabilidade no número anunciado, mas também abre espaço para debate sobre critérios e transparência na marcação do tempo adicional.

Os números do Gato Mestre representam um retrato do momento, não uma regra definitiva. Ainda assim, a distribuição observada já tem efeito prático: técnicos, jogadores e torcedores podem ajustar expectativas e estratégias frente a uma proporção significativa de jogos com acréscimos mais longos. A tendência exige, no mínimo, explicações claras da arbitragem para evitar percepção de arbitrariedade.