A seleção brasileira feminina encara os Estados Unidos na noite deste sábado (6), às 19h (horário de Brasília), na Neo Química Arena. É o primeiro de dois amistosos — o segundo será terça (9), às 21h30, no Castelão, em Fortaleza — que servem como teste importante na preparação para a Copa do Mundo de 2027 no Brasil. As americanas chegam como atuais campeãs olímpicas e com amplo histórico de superioridade no confronto direto.

A técnico Arthur Elias terá decisão de última hora sobre a escalação de Marta. A camisa 10 foi poupada durante a semana por desconforto na região posterior da coxa, voltou às atividades no treino de sexta e segue em observação pelo departamento médico. A cautela reflete o peso de preservar uma jogadora com papel decisivo, especialmente após sua participação na campanha vitoriosa da Copa América no ano passado.

Entre as novidades, a zagueira Rafaelle retorna após defender o Orlando Pride e soma experiência recente em torneios olímpicos — ela foi uma das jogadoras que subiram ao pódio em Paris. No total, nove das 26 convocadas pelo treinador estiveram entre as medalhistas, informação que aponta para a maturidade do grupo e para a aposta em atletas acostumadas a jogos de alta pressão.

No retrospecto, os EUA mantêm ampla vantagem: em 43 confrontos, a seleção brasileira somou apenas quatro vitórias. Desde a chegada de Arthur Elias, as equipes já se encontraram quatro vezes, com jogos decisivos vencidos pelas norte-americanas e resultados mistos em amistosos. Capitã do time, Angelina lembra que jogar em casa pode virar diferencial e aposta no apoio da torcida, mas o duelo desta noite será um termômetro real da evolução tática e física da Amarelinha rumo a 2027.