Pela primeira vez em 36 anos, as quatro seleções que chegam às semifinais de uma Copa do Mundo já foram campeãs mundiais. França (dois títulos), Argentina (três), Espanha (um) e Inglaterra (um) acumulam sete taças — cerca de um terço dos títulos distribuídos nas 22 edições do torneio.
Os cruzamentos definem o caminho para a final: França e Espanha se enfrentam na terça (14), às 16h (Brasília), em Dallas; Argentina e Inglaterra duelam na quarta (15), também às 16h, em Atlanta. A coincidência de representantes tradicionais reforça o peso da experiência e da estrutura das potências.
A última vez que um top‑4 de semis foi formado só por campeãs foi em 1990, na Itália. Naquele torneio, Argentina e Inglaterra também estavam presentes: os hermanos eliminaram a anfitriã Itália nos pênaltis após empate por 1 a 1 em Nápoles; do outro lado, a Alemanha Ocidental superou a Inglaterra e seguiu para o tri.
O percurso até aqui mostra contrastes. França e Espanha chegaram sem prorrogações ou pênaltis — 282 e 285 minutos em campo, respectivamente — enquanto Inglaterra e Argentina precisaram de mais desgaste: 327 minutos para os ingleses e 364 para os argentinos. As seleções também enfrentaram adversários de força distinta, segundo o ranking da Fifa.
Além do simbolismo histórico, este mata‑mata confirma a prevalência das grandes federações no futebol moderno: pela primeira vez desde a criação do ranking da Fifa (1992), os quatro semifinalistas ocupavam as quatro primeiras posições antes do torneio. Ainda assim, a variabilidade das fases eliminatórias mantém aberto o caminho para surpresas até a final.