Um lance curioso rompeu a tensão das oitavas de final da Série D entre Iguatu e Nacional-AM: aos 16 minutos do primeiro tempo, um cachorro entrou no gramado do estádio Morenão. Conhecido pela torcida como Zé Roberto, o animal caminhou tranquilamente pelo campo, fez alguns metros perto dos jogadores e provocou sorrisos entre atletas, membros da comissão técnica e arbitragem.

A presença do cão não foi estranha ao público presente: Zé Roberto acompanha o clube desde o início de 2025 e foi adotado informalmente pelo lateral Tafinha. É figura frequente em treinos e dias de jogo, e sua aparição desta vez interrompeu momentaneamente a partida, sem maiores consequências para o andamento do confronto.

O episódio reforça a relação afetuosa entre clube, torcida e comunidade local, cenário comum em praças menores do futebol brasileiro. Em fevereiro, o cachorro já havia participado da festa do título do Campeão do Interior do Campeonato Cearense, subindo ao gramado ao lado dos jogadores durante a comemoração.

Do ponto de vista prático, a invasão não causou prejuízo ao jogo, mas chamou a atenção para a rotina do Iguatu e para a capacidade de episódios inusitados de humanizar a cobertura esportiva. Situações assim costumam virar cartão-postal local e lembrança afetiva para torcedores e atletas.