O encontro entre o líder da primeira fase, Sesc‑Flamengo, e o quarto colocado, Praia Clube, confirmou por que as semifinais da Superliga feminina são tratadas como clássicos. No Ginásio do Maracanãzinho, as equipes fizeram um jogo de cinco sets que só foi decidido no detalhe, com alternância de liderança e colocações individuais de destaque.

O momento que melhor simbolizou a intensidade da partida veio no segundo set, quando, com 6 a 5 para o Flamengo, Michele sacou e as equipes protagonizaram um rali superior a 40 toques — defesas no limite, recuperações das líberos e ataques sucessivos. O desfecho parecia consumado quando Payton Caffrey atacou na diagonal e a bola tocou o chão, mas a comissão técnica rubro‑negra pediu desafio. A revisão mostrou toque na rede da central Mylka e o ponto foi revertido para o Flamengo.

Mesmo com a perda daquele ponto, Caffrey foi a maior pontuadora do confronto, com 23 acertos; Simone Lee terminou com 21. A partida teve outros lances longos — no primeiro set, um rali durou 55 segundos — e reforçou o papel determinante da revisão eletrônica em momentos decisivos.

Com a virada por 3 a 2, o Sesc‑Flamengo empurrou a série para o jogo 3, marcado para sexta‑feira seguinte (24), às 21h, novamente no Maracanãzinho. Antes, Minas e Osasco decidem a outra semifinal às 18h30 na Arena UniBH. Os dois confrontos terão transmissão pelo sportv2. O desfecho confirma um duelo equilibrado e deixa a vaga na final em aberto para a última partida.