Cristiano Ronaldo voltou a atrair atenção ao desembarcar com a seleção de Portugal nos Estados Unidos para a Copa do Mundo. Além da expectativa esportiva, a passagem do capitão português pelo torneio reacende histórias pessoais e curiosidades que marcaram sua carreira e a construção da marca CR7. Em entrevista recente, ao rebater questionamentos sobre seu físico, o jogador respondeu: "Não tem visto os jogos?".
O nome completo — Cristiano Ronaldo dos Santos Aveiro — tem origem curiosa: foi escolhido em homenagem ao ator e depois presidente americano Ronald Reagan, figura que impressionou o pai do jogador. O apelido CR7 consolidou-se justamente quando Ronaldo passou a vestir a camisa 7 no Manchester United, número que virou identidade e produto de marketing.
Não tem visto os jogos?
A trajetória também inclui episódios menos glamourosos. Ainda adolescente, aos 14 anos, ele foi expulso da escola após atirar uma cadeira contra uma professora que, segundo relatos, o teria humilhado em sala. Aos 15, enfrentou um problema de saúde sério: uma taquicardia que exigiu ablação por cateter e quase interrompeu a carreira — o tratamento o permitiu voltar aos campos. Convocado pela primeira vez para Portugal em 2003 por Luiz Felipe Scolari, estreou em 20 de agosto contra o Cazaquistão; 23 anos depois chega à Copa de 2026 como o jogador com mais partidas pela seleção.
Fora de campo, hábitos e decisões pessoais também chamam atenção. CR7 mantém uma rotina de sono rigorosa, com até seis cochilos diários e cerca de oito horas de sono noturno, que considera essenciais para recuperação muscular. Diferente de muitos colegas, não tem tatuagens — optou por não fazê-las para não prejudicar a doação de sangue, da qual é doador frequente. Na gestão financeira, a marca CR7 e seus investimentos levaram-no, segundo a Forbes em 2020, a ser o primeiro jogador de futebol em atividade a atingir US$ 1 bilhão em ganhos. Reportagens também mencionam empresas ligadas ao jogador em trabalhos de recuperação de atletas, como no caso de Neymar no Santos.