Imagens do setor destinado à torcida visitante no Estádio Baenão viralizaram após o jogo entre Remo e Cruzeiro, vencido pela Raposa por 1 a 0 no último sábado. Torcedores mineiros publicaram registros reclamando da visibilidade na área — em uma das publicações, um torcedor classificou o espaço como “pior setor visitante do Brasil”. O público total registrado no estádio foi de 12.993 presentes, sem detalhamento sobre a quantidade de visitantes.
Nos registros é possível ver uma estrutura metálica utilizada para separar as torcidas que, segundo os queixosos, atrapalhou a visão do jogo. As reclamações se somaram às críticas ao estado do gramado feitas pelo técnico do Cruzeiro, Artur Jorge. Procurado pelo ge, o Remo não havia se posicionado até o fechamento da reportagem. O episódio tomou as redes e expôs desconforto real de quem pagou ingresso para acompanhar a partida.
O retorno do Remo ao Baenão — praça com capacidade em torno de 15 mil espectadores — ocorre após sequência de jogos no Mangueirão, com capacidade superior a 50 mil. A escolha pela arena menor traz ganhos de identidade, mas também coloca sob escrutínio a adequação da infraestrutura para confrontos da Série A, especialmente no que diz respeito à experiência do torcedor visitante e às condições de jogo.
Além do desgaste de imagem, situações desse tipo cobram providências do clube e da organização dos jogos se a intenção for preservar público, segurança e a integridade das partidas. O Cruzeiro tem compromissos em casa diante de Boca Juniors e Atlético-MG antes de viajar ao Chile; o Remo volta a atuar fora e depois recebe o Palmeiras em Belém — episódios que podem reacender a pauta sobre melhorias no Baenão.