O encontro entre Noruega e Brasil nas oitavas da Copa, em Nova Jersey neste domingo às 17h (de Brasília), traz um duelo de narrativas: de um lado, a expectativa em torno de Erling Haaland e do melhor resultado da história da Noruega em Mundiais se a equipe avançar; do outro, a figura experiente de Carlo Ancelotti, que aparece como claro referencial no confronto entre treinadores.

Stale Solbakken elevou o tom ao comemorar a vaga e direcionou uma mensagem ao técnico italiano, em tom que depois classificou como bem-humorado. Há ainda um peso estatístico: jamais derrotou Ancelotti como rival – os números falam por si. Em quatro encontros entre ambos, o saldo é de três vitórias e um empate para o treinador italiano, que já eliminou equipes comandadas por Solbakken na Liga dos Campeões.

Os duelos históricos confirmam a vantagem de Ancelotti: em 2011 o Chelsea superou o Copenhagen por 2 a 0 na Dinamarca e selou a vaga com um 0 a 0 na volta; tempos depois, com o Real Madrid, Ancelotti voltou a dominar o rival do treinador norueguês com vitórias por 4 a 0 e 2 a 0 na fase de grupos da Champions. Esse retrospecto tende a dar ao italiano um colchão psicológico antes do apito inicial.

No papel, a balança pende para Ancelotti, mas o futebol de mata-mata costuma permitir surpresas — e a Noruega sonha em escrever sua melhor campanha mundial. A partida vale mais do que uma vaga: define o caminho para as quartas e, para Solbakken, é a chance de apagar um tabu que já dura encontros e temporadas.