Stale Solbakken não escondeu a irritação após o empate por 1 a 1 com o Marrocos: a seleção da Escócia cancelou, na véspera, um jogo-treino marcado para esta segunda-feira — medida que, segundo o técnico norueguês, foi comunicada por um diretor da federação e não pelo treinador adversário.

A justificativa oficial alegou excesso de lesões no elenco escocês. Solbakken classificou a atitude como falta de profissionalismo e disse ter sido surpreendido pela forma e pelo timing da comunicação. Com tom seco, afirmou que a Noruega teve de reajustar distribuição de minutos entre os jogadores na partida contra Marrocos.

O jogo-treino tinha função prática: dar rodagem aos atletas menos utilizados e testar opções antes da estreia na Copa do Mundo. Sem essa atividade programada, a comissão técnica perde espaço para avaliações controladas, obrigando ajustes de última hora num período em que cada minuto de preparação tem custo.

A Noruega segue a preparação para a estreia em Boston, contra o Iraque, em 16 de junho. A controvérsia expõe, além de desgaste diplomático entre seleções, um problema operacional: a logística de amistosos e treinos-treino é peça-chave na montagem final do time e não admite cancelamentos abruptos sem custo técnico.