O treinador da Noruega, Ståle Solbakken, tornou‑se uma das figuras mais comentadas desta Copa graças a uma mistura de bom humor, franqueza e provocações públicas. Após a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, o técnico fez uma provocação dirigida ao comandante do adversário nas oitavas, gesto que repercutiu internacionalmente e o colocou ainda mais no centro das atenções antes do duelo contra o Brasil, em Nova York/Nova Jersey.
Mais do que provocações pontuais, o repertório de Solbakken inclui respostas diretas a jornalistas, defesas enfáticas de jogadores como Erling Haaland e comentários irônicos — de observar um atacante com febre a justificar folgas do elenco como uma necessidade mútua de distância. Em alguns casos, ele precisou esclarecer que brincadeiras eram homenagens, o que mostra como sua espontaneidade se traduz em manchetes e explicações públicas.
Nem só de piadas vive o técnico: decisões táticas também têm gerado perguntas. A opção por preservar titulares na última rodada do grupo, poupando quase toda a equipe contra a França, foi alvo de críticas, e Solbakken alegou que buscava frescor para as fases eliminatórias, numa leitura pragmática do calendário — postura que agrada pelo cuidado físico, mas arrisca críticas por excesso de cautela em fases de alto nível.
Do ponto de vista jornalístico, o estilo do treinador funciona em duas frentes: cria visibilidade e pode desconcertar adversários, mas também amplia o ruído em torno do grupo. Às vésperas do confronto com o Brasil, sua persona vira ferramenta tática e objeto de escrutínio — cabe à seleção transformar o barulho em foco dentro de campo.