Depois da atuação de controle contra o Brasil — com 683 passes e cerca de 60% de posse —, o técnico Ståle Solbakken já sinalizou mudança de plano para as quartas contra a Inglaterra, neste sábado, às 18h (de Brasília), no estádio de Miami. Ele não prevê que a Noruega consiga manter a mesma superioridade com a bola diante da força e do ritmo adversários.

Solbakken citou o calor e o desgaste como fatores que tornam insustentável correr sempre atrás da bola: recuperar a posse em condições físicas adversas é exigente e pode deixar a equipe vulnerável. Por isso, a expectativa é por um duelo mais fragmentado, com trechos de disputa intensa e necessidade de preservar energia.

No ajuste tático, o treinador pediu que o time jogue segundo suas virtudes e dispute o centro do campo: a Inglaterra tem pontas e articuladores de qualidade — nomes como Bellingham e Kane foram apontados como referências capazes de criar perigo de várias posições. A leitura do rival reforça a importância de compactação e transições rápidas para a Noruega.

Do ponto de vista ofensivo, Erling Haaland segue como referência: marcou duas vezes contra o Brasil e acumula sete gols no torneio, número que o coloca ao lado de Messi na artilharia, enquanto Mbappé lidera com oito e Harry Kane soma seis. A partida em Miami pinta como um teste físico e tático decisivo para as aspirações norueguesas.