Stale Solbakken, técnico da Noruega, entrou na sala de coletivas do Estádio de Dallas enquanto a partida entre Brasil e Japão era acompanhada ao vivo por jornalistas no local. Quando Gabriel Martinelli marcou o gol que definiria o resultado, a pergunta sobre um eventual duelo com a Seleção foi dirigida ao comandante norueguês — e ele se esquivou.

O treinador deixou claro que não pretende transformar a coletiva em fórum para especulações sobre adversários. Referiu-se ao encontro de 1998 como algo do passado, “importante como memória”, e reafirmou a prioridade em preparar o time para o compromisso seguinte, evitando alimentar expectativas ou dar pista tática sobre a equipe.

Ao longo da entrevista, Solbakken respondeu também sobre a coreografia dos torcedores — a tal “remo” viking que viralizou — e, com maior atenção, sobre a possibilidade de disputa por pênaltis nas oitavas. Segundo ele, o elenco tem uma ordem definida de cobradores, que inclui alternativas caso substitutos entrem na partida; a equipe vem praticando esse cenário.

A reação do técnico reflete uma postura habitual em torneios: minimizar rumores e manter foco na rotina de preparação. Para a Noruega, o caminho passa por gestão de foco e detalhes práticos, como a logística de substituições e a definição de cobranças, fatores que podem decidir partidas eliminatórias.