O Sport vive um momento de alerta na Série B: a derrota por 3 a 1 para o Náutico, nos Aflitos, foi a quinta sequência de derrotas como visitante. A façanha que antes aparecia como trunfo da campanha virou problema justamente na reta em que o time precisa somar pontos fora da Ilha do Retiro.

A série negativa começou em 19 de agosto, com o revés por 2 a 1 para o Avaí. Depois vieram as derrotas por 2 a 1 contra Novorizontino, Ceará e CRB, até o clássico. Nos cinco jogos longe do Recife, o Rubro‑Negro marcou cinco gols e sofreu dez, número que evidencia perda de eficiência ofensiva e fragilidade defensiva fora de casa.

O quadro é mais preocupante porque, no fim de agosto, a equipe surgia como uma das melhores visitantes da competição: quatro vitórias, quatro empates e três derrotas em 11 partidas, posição que já não condiz com os resultados recentes. A última vitória fora havia sido em 8 de agosto, contra o Vila Nova.

Duas das cinco derrotas ocorreram sob o comando de Mariano Soso (o clássico e a partida contra o CRB); as outras foram registradas na gestão de Gilmar Dal Pozzo. O revés frente ao Náutico interrompeu a reação construída com a vitória sobre o Juventude na Ilha e expõe a necessidade de ajustes táticos e emocional para jogos fora de casa.

O próximo desafio é, novamente, fora: o confronto com o Athletic‑MG, em São João del‑Rei, na quinta‑feira. Um novo tropeço pode afastar de vez o Sport das vagas do G‑6, aumentar a pressão sobre comissão técnica e elenco e forçar mudanças de estratégia em relação à sequência decisiva da Série B.