Stale Solbakken tem 58 anos, mas muitos noruegueses repetem que ele nasceu duas vezes. Jogador do FC Copenhagen, sofreu em 13 de março de 2001 uma parada cardíaca: o coração ficou parado por sete minutos após um desmaio nos treinos. Médicos chegaram a considerá‑lo morto; ele foi reanimado, passou mais de um dia inconsciente e, aos 34 anos, encerrou a carreira como atleta.
A trajetória não terminou com a aposentadoria compulsória. Solbakken migrou rapidamente para o ofício de treinador, passou por clubes na Dinamarca, Alemanha e Noruega e assumiu a seleção em 2021. Sua história de superação virou elemento simbólico: o comandante que ressurgiu agora encabeça uma geração que carrega ambição e visibilidade internacional.
Desde a chegada de Solbakken, a seleção norueguesa mudou a proposta tática para explorar ao máximo Erling Haaland e Martin Ødegaard. A estratégia deu resultado nas Eliminatórias da Uefa: a equipe venceu as nove partidas que disputou e reconquistou uma vaga em Mundial depois de quase 30 anos — a última participação havia sido em 1998, quando o atual técnico ainda era jogador.
No Grupo I da Copa de 2026, a Noruega estreia contra o Iraque, na terça‑feira dia 16, em Boston, às 19h (horário de Brasília). Ao lado de França e Senegal, os escandinavos enfrentam uma chave exigente: a soma de talento e expectativa põe Solbakken sob pressão para transformar favoritismo em resultado concreto no palco mais alto do futebol.