Luisa Stefani conquistou neste domingo, ao lado da canadense Gabriela Dabrowski, o WTA 1000 de Pequim, encerrando a final com uma vitória elástica por 6/1 e 6/2 sobre a tcheca Katerina Siniakova e a chinesa Zhang Shuai. É o quinto título da temporada para Stefani, que aos 29 anos já supera o desempenho de 2025 — quando faturou quatro troféus.

A dupla, atualmente a segunda melhor da temporada, não teve dificuldades na decisão diante de uma adversária que reúne experiência e ranking (Zhang ocupa o 7º lugar entre as duplas citadas). Pelo caminho até a final, Stefani e Dabrowski passaram por Tang/Qianhui e Xu Yifan (6/4, 6/4), Eikeri/Gleason (6/3, 6/4), Errani/Paolini (7/5, 7/6(6)) e superaram Mertens/Shnaider nas semifinais em partida mais apertada (6/4, 3/6, 10/7).

O calendário segue apertado: ainda na China, a parceria disputa o WTA 1000 de Wuhan a partir desta segunda. Uma vitória em Wuhan garantiria a liderança da temporada para Stefani e Dabrowski — hoje atrás da dupla Siniakova/Townsend por menos de 700 pontos — e aumentaria ainda mais a pressão sobre as rivais no pelotão de cima.

Depois de Wuhan vem o WTA 500 de Tóquio e, por fim, o WTA Finals em Indian Wells (8 a 15 de novembro), torneio que já tem a dupla classificada. Em 2026 elas já venceram Dubai (WTA 1000), Estrasburgo (WTA 500), Eastbourne e o SP Open (WTA 250); no ano também foi vice em Wimbledon e semifinalista no US Open. No total, a parceria Brasil-Canadá soma sete títulos, contando conquistas anteriores em Montreal (2021) e Chennai (2022).