O Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva elevou para três jogos a suspensão de Abel Ferreira, depois de examinar o pedido de efeito suspensivo apresentado pelo Palmeiras. A decisão é final, sem possibilidade de recurso, e afasta o treinador do comando nas próximas partidas do Campeonato Brasileiro.
O caso refere-se ao episódio em que Abel chutou um microfone na beira do campo durante o empate com o Mirassol. Inicialmente a 3ª Comissão aplicara dois jogos de gancho, e o clube recorreu para tentar evitar a penalidade imediata, conseguindo temporariamente que o técnico acompanhasse a equipe no jogo contra o Botafogo.
No Pleno, a Procuradoria defendeu pena mais rigorosa e chegou a sustentar aplicação do teto previsto no artigo 258 do CBJD. A defesa do Palmeiras contestou o enquadramento, argumentando que a equipe de arbitragem não deu gravidade ao acontecimento em campo e pedindo absolvição ou a pena mínima. A relatora propôs advertência ao árbitro João Vitor Gobi — convertendo medida inicialmente maior — e aumento do gancho de Abel para três partidas.
Com a decisão confirmada, Abel não poderá dirigir o time nas partidas contra São Paulo e Grêmio no Brasileiro, além do jogo contra o Bahia após a data Fifa. Internamente, integrantes do clube manifestaram incômodo com o resultado e apontaram perda de isonomia, alegando que treinadores em episódios semelhantes não sofreram suspensão equivalente.
Além do impacto imediato na preparação tática e na presença à beira do campo em clássicos e jogos decisivos, a punição cria um desafio extra para a comissão técnica e aumenta a pressão sobre a direção do Palmeiras para administrar o período sem seu principal comandante.