O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu o Vasco com multa de R$ 20 mil e suspensões de 15 dias para quatro integrantes do clube após a confusão registrada no intervalo da partida contra o Vitória, em São Januário, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. Admar Lopes e Felipe Loureiro, além dos preparadores Daniel Félix e Nelcírio Franchin, foram enquadrados por conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva.
A súmula do jogo descreve abordagem ‘‘grosseira e ofensiva’’ à equipe de arbitragem, tentativa de aproximação de membros do clube apesar do bloqueio policial e arremesso de copos com líquidos e pedras de gelo vindos do setor da torcida. Franchin chegou a ser acusado de tentativa de agressão ao quarto árbitro, mas foi absolvido por maioria nessa imputação específica.
A defesa do Vasco, representada pelo advogado Pedro Henrique Moreira, sustentou que houve ‘‘erro crasso’’ da arbitragem e apontou contradição sobre a situação do volante Cauan Barros — expulso no jogo — afirmando que ele não teria sido denunciado, argumento que contrapõe a própria listagem inicial de acusados do STJD, na qual Barros consta. O clube responde também pelos artigos que tratam de desordem e lançamento de objetos.
Além do custo financeiro da multa, a punição traz um efeito prático e de imagem: dirigentes suspensos ficam impedidos de acompanhar a rotina do time nas próximas semanas, e o episódio amplia o escrutínio sobre a conduta do clube em momentos decisivos da temporada. Em campo, o foco do Vasco agora é recuperar a normalidade antes do jogo de volta e lidar com a repercussão disciplinar fora das quatro linhas.