Luis Suárez e Nahitan Nández foram as ausências de maior destaque na convocação de 26 jogadores do Uruguai divulgada por Marcelo Bielsa. Aos 39 anos, Suárez deixou em aberto a possibilidade de reversão da aposentadoria, mas não teve lugar na lista final após episódios de atrito público com o treinador — cuja gestão ele chegou a criticar e, depois, pediu desculpas.

Nández, de 30 anos e presença frequente nas eliminatórias, também ficou de fora. Bielsa justificou a opção por um grupo com jogadores em seu auge, privilegiando intensidade e dinamismo no meio-campo em detrimento da manutenção dos veteranos que vêm sustentando a seleção nas últimas edições.

A seleção uruguaia foi montada em torno da espinha defensiva formada por Ronald Araujo, José María Giménez e Mathias Olivera, com alternativas de meio como Federico Valverde, Rodrigo Bentancur, Manuel Ugarte e Nicolás de la Cruz. A linha de ataque tem Darwin Núñez como referência — jogador que, porém, está sem atuações pelo Al-Hilal desde fevereiro, após ajustes do clube para a contratação de Karim Benzema.

Seis dos convocados atuam no futebol brasileiro: De Arrascaeta, Nicolás de la Cruz e Guillermo Varela (Flamengo); Agustín Canobbio (Fluminense); Joaquín Piquerez (Palmeiras) e Sergio Rochet (Internacional). O Uruguai estreia no Grupo H contra a Arábia Saudita em 15 de junho, depois enfrenta Cabo Verde e a Espanha. A decisão de Bielsa sinaliza renovação e disciplina tática, mas também cria dúvidas sobre o rendimento ofensivo e o custo político interno de deixar líderes experientes fora da Copa.