Fora dos gramados, Luis Suárez foi figura constante no camarote do estádio em Miami para o empate de 2 a 2 entre Uruguai e Cabo Verde. Acompanhado da esposa, chamou a atenção ao vestir a camisa de Nico de la Cruz, ex-companheiro de seleção, e teve aparição no telão antes do início da partida, que gerou aplausos da torcida presente.

Durante o jogo, o ídolo viveu momentos de euforia. No primeiro gol uruguaio, Maxi Araujo apontou para o camarote e reproduziu o gesto característico de Suárez na comemoração; o próprio centroavante mostrou entusiasmo nas chegadas ao gol e repetiu a vibração quando Canobbio virou o placar ainda no primeiro tempo.

A alegria, porém, deu lugar à decepção com o empate. Ao final da partida, o ex-atacante foi flagrado apoiado na parede do camarote, com expressão séria, observando a saída dos jogadores. O contraste entre a festa nas redes e a frustração final ficou evidente aos presentes.

O episódio traz também dimensão simbólica. Suárez é o maior goleador da seleção uruguaia (69 gols em 143 jogos) e soma participações em Copas entre 2010 e 2022 (7 gols em 16 partidas). Desde 2024, com a chegada de Bielsa, houve uma transição geracional — Cavani e Suárez anunciaram aposentadoria; Suárez ainda disputou a Copa América como reserva, chegou a criticar o treinador e, antes do Mundial, se colocou à disposição sem, contudo, figurar nem na pré-lista. A presença em Miami reforça o papel de ícone: celebrada pelos torcedores, mas distante do ciclo competitivo da seleção.