Uma coletânea de sugestões publicadas pelo site The Athletic reacendeu o debate sobre como definir jogos empatados: em vez de confiar na loteria dos pênaltis, jornalistas propõem formatos alternativos, inspirados nas regras da Kings League, criada por Gerard Piqué.

Entre as ideias mais comentadas está uma versão reformulada do gol de ouro: iniciar a prorrogação com menos jogadores de linha (por exemplo, 10 contra 10) e, a cada 15 minutos sem decisão, reduzir uma unidade por equipe até que um gol seja marcado. A proposta prevê ainda subs adicionais para compensar desgaste físico.

Outra alternativa é adotar shootouts em movimento — ataques iniciados do meio-campo com tempo limitado para finalizar contra o goleiro —, modelo que busca preservar o duelo atacante versus goleiro mas com dinamismo diferente dos pênaltis estacionários.

A Kings League, que já trabalha com mecanismos como o 'matchball' (redução gradual de atletas até 1 contra 1) e regras de entretenimento, serve de referência prática. Mas há diferença: no torneio de Piqué esse formato integra o regulamento das partidas, não atua apenas como desempate.

A proposta tem prós e contras claros. Reduzir decisões por pênaltis pode diminuir a sensação de injustiça, ampliar espaços e gerar mais emoção, mas também complica regulamentos, exige testes sobre impacto físico e tático e levanta questões de integridade esportiva. Mudanças nesse nível exigem avaliação em torneios menores antes de qualquer adoção em competições de elite.