A Argentina, tricampeã mundial, encara a Suíça no sábado em Kansas City com o favoritismo natural. No retrospecto entre as equipes desde 1966 são cinco vitórias argentinas e dois empates — estatística que pesa, mas não sela o desfecho do confronto. Para os suíços, a partida representa a chance de, pela primeira vez, chegar à semifinal de uma Copa.
A confiança da Suíça vem de uma campanha invicta no torneio: três vitórias e dois empates, inclusive a classificação sobre a Colômbia decidida nas cobranças de pênalti após empate sem gols. A vaga devolve à seleção europeia uma campanha semelhante à sua melhor participação, encerrando um intervalo de 72 anos sem quartas de final — um marco que alimenta ambição e foco tático.
Do outro lado, a Argentina atravessa o Mundial com campanha perfeita em resultados (cinco vitórias até aqui), mas mostrou vulnerabilidade em mata-mata: precisou da prorrogação contra Cabo Verde e reagiu para virar um jogo que estava adverso nos minutos finais contra o Egito. Esses episódios abrem espaço para quem venha com proposta organizada e estudada.
Murat Yakin tem repetido que não encara a Argentina como invencível e aposta no aspecto tático para tentar a surpresa. O duelo tende a ser decidido por detalhes: disciplina tática suíça, gestão de bola argentina e capacidade de definir lances decisivos. Uma vitória da Suíça mudaria a narrativa do torneio; para a Argentina, manter a escrita confirma a condição de favorita rumo ao título.