A Suíça encerrou um jejum que durava 72 anos e avançou às quartas de final da Copa do Mundo ao eliminar a Colômbia nas cobranças de pênalti por 4 a 3, depois de empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, no Vancouver Place. A decisão nos pênaltis teve momentos decisivos: os europeus converteram quatro tentos enquanto a Colômbia desperdiçou o chute de Davison Sánchez no travessão e viu Gregor Kobel salvar a batida de Cucho Hernández. O único erro suíço foi a tentativa isolada de Akanji, que não balançou as redes.

O jogo teve tom defensivo e físico. A Suíça se fechou bem no círculo central e obrigou a Colômbia a buscar soluções pela linha de meio, sem efetividade nas finalizações. A melhor chance dos sul-americanos veio ainda no primeiro tempo, quando Luis Díaz serviu Puerta e Kobel fez excelente intervenção. Do lado suíço, Rieder e Ndoye incomodaram e levaram perigo, mas faltou pontaria para abrir o placar em jogadas que passaram perto.

Na prorrogação, a Colômbia tentou acelerar a partida e teve oportunidades claras, incluindo um voleio de Sánchez por cima e uma cabeçada de Lucumí no travessão; mesmo assim, não houve gol. Nos pênaltis, a frustração colombiana acabou selando a eliminação e expôs, com nitidez, a deficiência do time em converter pressão e domínio de posse em finalizações eficazes nas fases decisivas.

Além do simbolismo histórico — é a quarta vez que a Suíça chega às quartas em 13 participações (1934, 1938 e 1954 as anteriores) — a classificação cria um choque de calendários: os suíços enfrentarão a Argentina, campeã mundial, no sábado (11), às 22h (Brasília), em Kansas City. A defesa suíça terá de manter a solidez diante de um adversário com poder ofensivo maior; para a Colômbia, fica a necessidade urgente de ajustar a pontaria e a objetividade nas decisões.