A Suíça foi eliminada nas quartas de final da Copa do Mundo 2026 após perder por 3 a 1 para a Argentina na prorrogação e deixou o campo em revolta. O foco das reclamações é a expulsão de Breel Embolo, revista pelo VAR sob a nova regra de 'erro de identidade', e que reduziu a seleção suíça a dez jogadores no momento decisivo do jogo. O volante Remo Freuler exigiu explicações da entidade sobre a decisão.
O confronto teve equilíbrio: Alexis Mac Allister abriu o placar para a Argentina no primeiro tempo e Djibril Ndoye empatou na etapa final para a Suíça. A partida mudou de curso quando, após uma disputa no meio-campo envolvendo Leandro Paredes e Embolo, o árbitro mostrou inicialmente um cartão amarelo a Paredes e o sistema de vídeo revisou a ocorrência. A regra aplicada permite correção de punição quando há identificação equivocada do jogador punido, o que resultou na expulsão de Embolo.
Na prorrogação, Julián Álvarez e Lautaro Martínez marcaram para a Argentina e decretaram a classificação aos semifinalistas. Do lado suíço, a sensação é de injustiça: jogadores e comissão técnica sustentaram que o lance não justificou a exclusão de um atleta em um momento tão sensível. A controvérsia reacende o debate sobre critérios de intervenção do VAR e a comunicação das decisões arbitrais em torneios de alto impacto.
A polêmica coloca a Fifa sob pressão para explicar não só o caso isolado, mas também como a nova norma será aplicada com consistência daqui para frente. Para a Suíça, fica a frustração esportiva e a convicção de que um episódio de arbitragem influenciou diretamente o resultado; para o torneio, a necessidade de equilibrar tecnologia e transparência sem diluir a autoridade do árbitro em campo.