A súmula do árbitro Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho confirmou o que ficou registrado em imagens e relatos: a decisão da Série C entre Ferroviária e Maringá terminou com uma confusão generalizada e 13 expulsões. O documento oficial descreve agressões com socos e pontapés no gramado da Arena Fonte Luminosa ao fim do jogo de volta. Sete atletas do Maringá e seis da Ferroviária receberam cartão vermelho. Não houve registro de feridos no estádio.
O relatório detalha os nomes dos expulsos: pelo Maringá, Wendel Lomar, Paulinho, Serginho, Adeílson, Júlio Rodrigues, Caíque Calito e Ronald Camarão; pela Ferroviária, Guilherme Ferreira, Zé Vitor, Raoni, Fernandinho, Fábio Fau e Thiago. A tensão, segundo a súmula, teve origem em provocações já na partida de ida, no Willie Davids, entre o técnico do Maringá, Ivan Campanari, e o atacante Fábio Fau. Após o apito final na Fonte Luminosa, jogadores do Maringá foram em direção a Fau e a confusão se alastrou — com intervenção do técnico Rogério Corrêa para tentar afastar seus atletas.
A súmula também registra um segundo foco de tumulto durante a comemoração do título, envolvendo funcionários da Ferroviária; essa briga durou cerca de 30 segundos até a contenção pelas próprias equipes. O documento será base para eventuais medidas disciplinares: jogadores e clubes agora correm o risco de responder a punições que podem incluir suspensão e multas, além de deixar uma mancha institucional sobre a final.
Dentro de campo, o Maringá confirmou o título com vitória por 2 a 1, gols de Lucas Bonifácio e Ronald Camarão; Denilson marcou para a Ferroviária. Com o empate na primeira partida, o clube paranaense conquistou a taça inédita da Série C e a vaga na Copa do Brasil de 2027. Fora das quatro linhas, porém, a final vira tema de debate sobre comportamento e ordem em torneios profissionais, e acena para a necessidade de respostas disciplinares claras.