A Ferrari chegou ao GP da Áustria esperançosa após um pódio no grid com Charles Leclerc e Lewis Hamilton, mas terminou o domingo longe das expectativas: Hamilton foi o melhor ferrarista em quinto, Leclerc caiu para oitavo, e George Russell venceu a prova. O chefe Fred Vasseur atribuiu a perda de desempenho ao superaquecimento e à consequente degradação dos pneus.
O calor extremo — com temperaturas registradas em torno de 33ºC em Spielberg e protocolo de calor ativado pela categoria — afetou pneus, aderência e comportamento aerodinâmico. Segundo a equipe, a preocupação não foi apenas estratégia: a Ferrari tentou compensar o déficit assumindo riscos, mas não encontrou ritmo para rivalizar com a Mercedes nem com Max Verstappen.
Vasseur resumiu a leitura técnica: não se tratou de uma opção tática equivocada, mas de um problema de performance. A equipe teve uma sexta-feira ruim que, na avaliação do chefe, contribuiu para uma janela de operação térmica inadequada. O superaquecimento acabou 'destruindo' a consistência dos compostos ao longo dos stints.
No traçado austríaco, Hamilton chegou a segurar Verstappen nas voltas iniciais, mas perdeu a posição na 22ª volta e, depois, ficou preso atrás das McLaren de Oscar Piastri (4º) e Lando Norris (7º). A Ferrari adotou três paradas, tentou ajustes na unidade de potência e no resfriamento durante a corrida, mas a perda de aderência traseira impediu qualquer recuperação significativa.
O resultado contrasta com a vitória obtida em Barcelona há duas semanas e revela uma inconsistência perigosa: as melhorias previstas no motor via ADUO não surtiram efeito visível em Spielberg. Para a Ferrari, o desafio agora é técnico — ajustar a janela térmica e a gestão de pneus — e político, para evitar que oscilações assim minem a confiança no projeto da temporada.