O supercomputador Opta, referência em modelagem estatística do futebol, acertou os classificados de 14 dos 16 confrontos da segunda fase da Copa do Mundo 2026, segundo a própria plataforma. A análise foi baseada em cerca de 10 mil simulações por duelo, e as margens de probabilidade apontavam favoritos em quase todas as chaves.

As duas falhas do sistema vieram com eliminações inesperadas de seleções tradicionais: a Alemanha, que perdeu para o Paraguai, e a Holanda, vítima do Marrocos. Em ambas as partidas, acontecimentos pontuais e a dinâmica de mata-mata contrariaram as projeções percentuais, lembrando que modelos estatísticos traduzem tendências, não certezas.

O Opta já havia mostrado capacidade preditiva em outros torneios — a plataforma apontava o Paris Saint-Germain como favorito na Champions League, previsão que se confirmou — mas o torneio intercontinental traz variáveis adicionais, como desgaste físico, arbitragem e momentos decisivos. Outras estimativas públicas, como a da FGV, também apontaram favoritismo à Espanha (15,57% de probabilidade); a projeção brasileira da 'Vidente das Copas' divergia ao colocar Portugal no topo.

O resultado do supercomputador (14 acertos) reforça duas conclusões práticas: modelos são ferramentas valiosas para mapear cenários e embasar narrativa, mas a imprevisibilidade do futebol, sobretudo em mata-mata, mantém aberto o espaço para surpresas que reconfiguram favoritismos e narrativas do torneio.