Teboho Mokoena voltou a chamar a atenção no Mundial de 2026 não só pelo gol que deu à África do Sul o primeiro ponto no torneio, mas pelo choro durante a execução do hino nacional antes do duelo com a República Tcheca, em Atlanta. A imagem do meio-campista emocionado virou parte dos melhores momentos do jogo que terminou 1 a 1.

O jogador explicou depois da partida que a emoção veio de lembranças pessoais: pensou no avô falecido e sentiu que, naquele instante, estava cumprindo um sonho de infância ao atuar numa Copa com estádio lotado. A cena traz um viés humano raro nas transmissões, que contrastou com a tensão da disputa em campo.

O empate, conquistado nos minutos finais, deixou a seleção sul-africana com um ponto na competição e a necessidade de vencer a Coreia do Sul em Monterrey para avançar. Será justamente nessa partida que Mokoena não poderá jogar: recebeu o segundo cartão amarelo e cumpre suspensão automática, uma perda significativa para o setor ofensivo da equipe.

Filho do ex-capitão Aaron Mokoena, o meia disse não se arrepender da ação que resultou no cartão — afirmou que agiu em benefício do time — e reforçou a ideia de que outros jogadores terão de assumir a responsabilidade na próxima rodada. A ausência de um dos principais responsáveis pelo gol complica a missão tática da África do Sul em busca da classificação.