Gernot Rohr, técnico da seleção do Benim, fez críticas públicas ao tratamento recebido por sua delegação após o amistoso contra a Argentina em que Lionel Messi se despediu da camisa celeste. Em entrevista à RMC Sport, o treinador relatou frustração com a dificuldade de aproximação ao principal astro da partida.

Rohr disse que um forte esquema de segurança impediu que jogadores e membros da comitiva tirassem fotos ou trocassem camisetas com Messi, e que nem sequer foi possível entrar no túnel do vestiário. Segundo o treinador, ele precisou aguardar mais de meia hora até conseguir, por meios informais, um autógrafo de Lionel Scaloni numa camisa antiga de Messi que havia levado ao estádio.

Apesar da queixa, o técnico descreveu o confronto como uma experiência valiosa para o elenco africano e reconheceu o peso simbólico da despedida de Messi. Ainda assim, lamentou a falta de reconhecimento e o tratamento restritivo, que deixou a seleção do Benim com sensação de exclusão após um jogo de grande visibilidade.

A situação evidencia o dilema entre protocolos de segurança e oportunidades de convivência em partidas de alto estrelato. Para a comitiva visitante, o episódio reforçou o contraste entre a relevância esportiva do evento e as barreiras impostas no entorno do craque argentino — ponto que gera desconforto e críticas em quem viajou para viver a experiência.