O técnico do Egito, Hossam Hassan, foi destaque nas arquibancadas ao abraçar o quarto árbitro Kevin Ortega durante reclamação por pênalti nos minutos finais do empate em 1 a 1 com a Bélgica, pela primeira rodada do Grupo G da Copa do Mundo. O gesto ocorreu após um lance aos 43 minutos, quando Zizo recebeu um lançamento longo, dominou próximo à linha de fundo e tentou cortar De Cuyper para entrar na área, sendo derrubado.

O árbitro central da partida foi o brasileiro Ramon Abatti Abel, que acompanhava o lance e estava perto da meia-lua no momento do contato. A bola levou tempo para sair de campo e, ao finalizar a jogada, o VAR não recomendou a revisão do lance. Além de Ramon, os auxiliares brasileiros eram Danielo Manis e Rafael Alves. O banco egípcio protestou com intensidade, e o episódio rapidamente ganhou repercussão nas redes.

A reação do treinador — recorrer ao quarto árbitro em demonstração pública de insatisfação — reforça a percepção de que decisões não revisadas pelo VAR seguem alimentando controvérsias sobre critérios e consistência na arbitragem. No campo prático, a não intervenção manteve o resultado em 1 a 1 e evitou mudanças no placar, mas aumentou a tensão e as discussões em torno do uso da tecnologia.

Em termos esportivos, o episódio não alterou o desfecho imediato do jogo, mas acrescentou pressão sobre as equipes de arbitragem para maior clareza nos procedimentos. Para a seleção egípcia, ficou a sensação de injustiça por parte do banco e a necessidade de lidar com um empate que poderia ter outro sabor se o lance tivesse sido reexaminado.