O Irã iniciou a participação na Copa do Mundo com um empate por 2 a 2 diante da Nova Zelândia em Los Angeles. Além de destacar o desempenho da seleção, o técnico Amir Ghalenoei usou a coletiva pós-jogo para apontar problemas logísticos que, segundo ele, prejudicaram a preparação da equipe. Por questões diplomáticas, a delegação só desembarcou nos Estados Unidos na véspera da partida e retornou a Tijuana na madrugada seguinte.
Ghalenoei reclamou de restrições de deslocamento que impediram a equipe de ficar mais tempo em Los Angeles para recuperação e ajuste de rotina. Ele afirmou não compreender as razões para a proibição de pernoitar na cidade e sugeriu que decisões sobre a logística da seleção estariam sendo tomadas por terceiros, fora do controle da comissão técnica. O tom do treinador foi de frustração com a falta de explicações claras.
O problema ganhou dimensão prática durante o jogo: membros da gestão e parte da imprensa iraniana não puderam acompanhar a partida no estádio. A comissão técnica, disse o treinador, teve de lidar com tarefas administrativas e ficou sem o apoio habitual no banco, o que afetou a organização para substituições e ajustes imediatos. A ausência de dirigentes no entorno do time também foi citada como fator que aumentou a carga sobre a equipe técnica.
O calendário imposto, com deslocamentos entre México e EUA, volta a aparecer como desafio para o Irã antes dos próximos jogos contra Bélgica (em Los Angeles) e Egito (em Seattle). Além do desgaste físico, a sequência expõe a seleção a uma rotina instável que pode influir na recuperação e no desempenho. A reclamação pública do treinador coloca a organização da delegação sob escrutínio e amplia o tema político-diplomático em torno da presença iraniana na Copa.