O brasileiro James Martins foi protagonista de um episódio que marcou a final feminina da Copa da Itália de vôlei de praia, em Montesilvano. Durante uma parada técnica, as imagens da transmissão registraram o treinador segurando pelo braço as atletas Chiara They e Sara Breidenbach. Em determinado momento, They reagiu ao gesto; pouco depois, Martins repetiu a ação com Breidenbach.
A repercussão imediata na imprensa local e nas redes sociais levou a Federação Italiana de Voleibol (FIPAV) a comunicar o caso às autoridades competentes. Em nota, a entidade classificou as imagens como inaceitáveis e afirmou que o comportamento do técnico extrapola qualquer dinâmica esportiva, confirmando a abertura de procedimentos para apurar responsabilidades conforme as normas federativas.
Dentro de quadra, a dupla treinada por Martins perdeu a final por 2 sets a 0 para as italianas Alice Gradini e Federica Frasca e ficou com o vice‑campeonato. Mais do que o resultado, o episódio desviou o foco da competição e deixou pendente a avaliação disciplinar sobre o condutor da equipe, que poderá ser alvo de sanções caso se confirme violação de regras de conduta.
Além da dimensão imediata da agressão física, o caso coloca em cheque a efetividade das políticas de proteção a atletas que as federações dizem priorizar. A rapidez da FIPAV em notificar autoridades é um sinal de que o tema não será tratado apenas como incidente isolado; resta observar se os procedimentos serão transparentes e se medidas concretas serão adotadas para prevenir repetição e restaurar a segurança no ambiente esportivo.