O Coritiba confirmou a demissão do técnico Fernando Seabra após a derrota por 1 a 0 para o Grêmio, gol nos acréscimos, no Couto Pereira. A decisão põe fim a uma sequência de sete jogos sem vitória no Campeonato Brasileiro e representa a 20ª troca de treinador na Série A em 2026. Apresentado em janeiro, Seabra deixa o comando após 42 partidas, com 14 vitórias, 13 empates e 15 derrotas — aproveitamento registrado pela comissão técnica durante o trabalho.

A saída ocorre com o time na 12ª colocação e a cinco pontos do Grêmio, primeiro clube na zona de rebaixamento, segundo o levantamento que acompanha as mudanças de comando. No balanço da temporada, o Coritiba ainda teve participação discreta nas copas: semifinal no Paranaense e eliminação na quinta fase da Copa do Brasil. No contexto interno, a direção optou pela troca diante do prolongado jejum de resultados e da pressão da torcida após a derrota em casa.

O caso do Coxa integra um quadro mais amplo de instabilidade na elite: exemplos recentes mostram que trocas rápidas têm sido a resposta imediata de várias diretorias. Fernando Diniz, no Corinthians, e Paulo Pezzolano, no Internacional, também perderam os cargos nesta temporada após sequências ruins e eliminações importantes — movimentos que ilustram custo esportivo e possível desgaste do projeto técnico. Para clubes com orçamento apertado, a rotatividade implica ainda em custos financeiros e dificuldades de planejamento de longo prazo.

A 20ª troca do ano acende o debate sobre responsabilidades: até que ponto as mudanças pontuais corrigem problemas estruturais do elenco e da direção? Para o Coritiba, o próximo passo será escolher um substituto que recomponha rendimento imediato sem sacrificar um planejamento mais consistente. Enquanto isso, a Série A de 2026 já registra, na soma das demissões, um sinal claro de fragilidade na gestão técnica dos clubes.