A Federação Tunisiana de Futebol anunciou, nesta segunda-feira, a demissão do técnico francês Sabri Lamouchi, 54 anos, após a goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia na estreia da Copa do Mundo 2026. A saída ocorre em meio ao choque causado pelo placar e à pressão imediata sobre comissão técnica e elenco.
O caso de Lamouchi não é isolado neste Mundial: ele se tornou o quarto treinador a perder o cargo com o torneio em andamento. Metade dessa lista envolve treinadores da seleção tunisiana, e três dos quatro episódios remontam à Copa de 1998, quando, pela primeira vez na história das Copas, técnicos foram substituídos durante o evento. Naquele ano, caiu Carlos Alberto Parreira, à frente da Arábia Saudita, e também foram demitidos Cha Bum-kun, da Coreia do Sul, e o polonês Henryk Kasperczak, que deixou a Tunísia.
A dispensa expõe um problema recorrente para seleções que adotam decisões drásticas em plena competição: a substituição imediata traz custos práticos e simbólicos. No curto prazo, a federação precisa escolher uma solução provisória e lidar com impacto sobre a preparação do time para as partidas seguintes; no plano político, a medida alimenta críticas sobre gestão e planejamento técnico em véspera de jogos decisivos.
Historicamente rara até 1998, a prática de trocar treinadores com a Copa em curso ressurgiu de forma pontual em 2026. A demissão de Lamouchi reforça o caráter reativo de algumas federações diante de resultados negativos e confirma que, em Mundiais, a margem para recuperação e para escolhas de longo prazo é abruptamente reduzida.