A recente boa campanha de João Fonseca em Monte Carlo reacendeu a curiosidade do público pelo tênis. Para quem acompanha partidas pela primeira vez, o sistema de pontuação pode parecer estranho, mas a lógica é básica: vencer pontos para ganhar games, ganhar games para somar sets e, por fim, vencer o número necessário de sets para ganhar a partida.
Cada game é disputado ponto a ponto com uma contagem específica: 0 (chamado de “love”), 15, 30 e 40. Se os jogadores chegam simultaneamente a 40, o placar entra em “iguais” (deuce). A partir daí é preciso vencer dois pontos seguidos: o primeiro confere a “vantagem” e o segundo fecha o game. Esse mecanismo exige consistência nos momentos decisivos.
Um set normalmente termina quando um jogador alcança seis games com pelo menos dois de vantagem — placares como 6-4 ou 6-3 são comuns. Se a disputa chegar a 5-5, ela segue até alguém obter a vantagem de dois games, como 7-5. Quando os adversários empatam em 6-6, entra o tie-break: um game de desempate em que a pontuação volta a ser sequencial (1, 2, 3...) e quem atingir sete pontos com diferença mínima de dois vence o tie-break e o set por 7-6.
O formato da partida varia conforme o torneio. A maioria dos eventos profissionais usa o sistema “melhor de três sets” (quem vence dois leva o jogo); nos Grand Slams masculinos a regra é “melhor de cinco” (três sets). Para quem está começando a acompanhar, observar a alternância entre games, a dinâmica do tie-break e o formato do confronto ajuda a entender a estratégia e o ritmo das partidas.