Afastado temporariamente do comando da SAF por determinação do Tribunal Arbitral da FGV, John Textor foi a Brasília e acompanhou o empate em 2 a 2 entre Botafogo e Internacional no estádio Mané Garrincha. Em vídeo divulgado nas redes, o americano disse que não ocupa mais a presidência e foi registrar presença entre os torcedores, tentando dissipar o clima de ruptura.
A decisão da corte — tomada a pedido da Eagle Bidco — apontou que atos recentes do proprietário teriam potencial para causar danos irreparáveis a acionistas e à comunidade de torcedores, por isso ordenou o afastamento imediato. O caso será reavaliado na próxima quarta-feira, quando as partes poderão se manifestar. A SAF divulgou nota criticando a medida, classificando-a como intervenção extraordinária em matéria societária.
Com Textor fora do posto, a gestão provisória ficou a cargo do ex-presidente Durcesio Mello; a assembleia geral extraordinária que havia sido convocada foi cancelada. O episódio ocorre em um momento em que a SAF, apesar dos títulos conquistados desde a chegada do americano em 2022 — incluindo Libertadores e Brasileirão — enfrenta uma crise financeira que vem se agravando nos últimos meses.
Além do simbolismo, a situação tem consequências práticas: a incerteza sobre a liderança pode complicar negociações por investidores, atrasar decisões operacionais e ampliar dúvidas sobre o fluxo de caixa da SAF. A presença pública de Textor no estádio, mesmo afastado, mostra a dimensão política do conflito e reforça a urgência de uma solução jurídica e societária para evitar mais desgaste dentro do clube e no mercado.