Thayllon, atacante de 19 anos promovido da base, consolidou-se como peça-chave do Avaí em 2026 e aparece no topo do ranking de participações em gols entre jogadores sub-23 das Séries A e B. O jovem soma oito gols e oito assistências na temporada, números que o colocam como artilheiro do clube junto a Daniel Penha e líder também em assistências, empatado com Jean Lucas.

Além dos números, o volume de jogos chama atenção: Thayllon é quem mais atuou entre os destaques da lista, com 39 partidas em todas as competições do Avaí. Ele supera nomes de maior projeção nacional — citados no levantamento — como Allan Elias, Andrés Gomez, Bontempo e Vitor Roque, este último aparecendo em posição inferior devido à menor amostragem de partidas.

O levantamento ainda mostra que, na média por jogo, Chiqueti e Vinicius Peixoto lideram, com Thayllon e Melk (Ceará) logo atrás; Melk é o segundo mais jovem do ranking, apenas 21 dias mais velho que o atacante azurra. A combinação de volume, produtividade e idade explica por que o jogador passou a receber atenções fora do país: a Lazio já fez sondagem pelo atleta, segundo apuração.

A concretização de uma transferência representaria ganho financeiro relevante para o Avaí e, ao mesmo tempo, desafio esportivo imediato: perder um destaque que participa diretamente de gols exige reposição rápida para não comprometer resultados. Para o próprio Thayllon, o momento é de afirmação que pode acelerar a carreira — e obrigar o clube a calibrar timing e preço diante do mercado.