O Flamengo fez a investida final por Thiago Almada: o diretor executivo José Boto viajou à Argentina para se reunir pessoalmente com Agustin Jimenez, empresário do meia, numa tentativa de fechar a negociação e evitar um leilão após o retorno do River Plate à disputa. A diretoria rubro-negra estipulou um prazo até o começo desta semana, em busca de um desfecho que permita inscrever o reforço nas oitavas da Libertadores.
Boto chegou a acompanhar uma partida no Monumental de Núñez ao lado do representante do jogador, enquanto Almada está de férias em Ibiza. Nos bastidores, há receio de que a reentrada do River sirva sobretudo para elevar os valores; parte da diretoria entende que a concorrência também dá tempo para uma proposta europeia. O Flamengo, que conta com maior poder financeiro e prestígio após negociações recentes, aponta para uma oferta superior àquela apresentada pelo clube argentino.
A preferência do próprio jogador por retornar ao futebol argentino — influenciada por motivos familiares — é o principal obstáculo. Almada já sinalizou positivamente ao Flamengo, mas também deu um sí ao River caso deixe a Europa, o que deixa a decisão nas mãos do atleta. O River fez oferta de 20 milhões de euros ao Atlético de Madrid, mas teve dificuldades em apresentar garantias; os espanhóis preferem aguardar a escolha do jogador em vez de pressionar a saída.
Revelado pelo Vélez e com passagem pelo Botafogo em 2024 antes de chegar ao Atlético de Madrid, Almada não teve sequência de jogos na Espanha. Com o prazo apertado e a perspectiva de não poder contar com o reforço para a fase decisiva da Libertadores, o Flamengo terá de fechar rapidamente ou montar um plano B no mercado — cenário que aumenta a pressão sobre a diretoria e o estafe do jogador.