A negociação por Thiago Almada voltou a ficar em aberto depois que o River Plate reapareceu como concorrente. Apesar do Flamengo ter apresentado oferta financeira superior e um projeto que agradou o estafe do jogador, Almada deixou claro desde o início que, na ausência de proposta europeia, prefere jogar na Argentina — decisão influenciada por sua família. O cenário fez com que uma finalização rápida do negócio pelo clube carioca fosse postergada.
O River chegou a encaminhar uma proposta oficial ao Atlético de Madrid de 20 milhões de euros, segundo apurado, mas esbarrou em dificuldades para apresentar garantias financeiras imediatas. O Flamengo, por seu lado, acreditava contar com prestígio na operação após negociações recentes no mercado e manteve o otimismo, ainda que parte da diretoria considere possível que a movimentação do jogador tenha também objetivo de elevar os valores em disputa.
Do lado do Atlético de Madrid a postura é de espera: não há acordo assinado com nenhum dos dois clubes e o clube espanhol condiciona a venda à escolha do atleta, com preferência por aceitar a oferta do Flamengo caso essa seja a decisão. No Flamengo, foi estabelecido um prazo até o começo desta semana para uma resposta, e a indefinição passou a pautar a agenda de reforços e prioridades do departamento de futebol.
Se a opção final for pelo River, o Flamengo corre o risco de perder um alvo apontado como estratégico sem possibilidade de igualar a preferência pessoal do jogador. A situação expõe a fragilidade das negociações internacionais quando fatores pessoais entram em conflito com propostas técnicas e financeiras, e força o clube carioca a considerar alternativas imediatas para repor a opção no mercado.