O Fortaleza comunicou nesta quinta-feira (23) a demissão do técnico Thiago Carpini. A decisão da SAF ocorre com o time na quinta posição da Série B, com 31 pontos, e depois do fechamento do primeiro turno marcado pela derrota por 2 a 1 para o Vila Nova, na terça (21), no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga.
Carpini deixa o clube depois de 42 jogos, com o aproveitamento registrado em 22 vitórias, 11 empates e 9 derrotas. No balanço esportivo mais próximo, o treinador comandou a equipe na conquista invicta do Campeonato Cearense 2026, levou o time à final da Copa do Nordeste (perdida para o Vitória) e às oitavas de final da Copa do Brasil. Ainda assim, a campanha na Série B não repetiu o ritmo de 2018: o 1º turno foi fechado com seis pontos a menos que naquele ano.
Além do comandante, os auxiliares Estephano Djian e Márcio Goiano, o preparador físico Caio Gilli e o analista Josué Romero também foram desligados, segundo informou o clube. Carpini havia assumido no início da temporada, montou o elenco em meio à saída de diversos jogadores após o rebaixamento e encarou uma rotina de alta rotatividade.
O cenário financeiro também virou elemento relevante no contexto: o Fortaleza vendeu o mando de campo da partida contra o Palmeiras, em agosto, deslocando o confronto do Castelão para a Arena Pantanal — uma operação que expõe o aperto orçamentário da SAF e complica o discurso de estabilidade no clube. Na prática, a direção optou por mudança técnica ainda com o time entre os primeiros colocados, apostando numa nova liderança para recuperar consistência, sobretudo fora de casa.
A substituição abre interrogativos sobre a sequência da temporada: o novo técnico terá de aparar arestas defensivas fora de casa e manter o rendimento nas competições regionais e na Copa do Brasil, além de lidar com restrições financeiras que limitam mercado e rotina. Para o Fortaleza, a troca é um sinal de que a administração busca reação imediata para evitar que a campanha pela promoção se desgaste nas próximas rodadas.