Thiago Silva voltou a vestir a camisa do Fluminense neste domingo e entrou no segundo tempo da vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, no Maracanã. Em gesto que chamou atenção, o goleiro Fábio entregou a faixa de capitão ao zagueiro, que agradeceu o reconhecimento, mas preferiu não transformar o uso da braçadeira em questão central.

Aos 41 anos, o defensor definiu a volta como uma mudança inesperada na trajetória e deixou claro que não era um movimento planejado para este momento da carreira. Ele tratou a reestreia como uma oportunidade para encerrar o ciclo no clube do coração, com a intenção de contribuir dentro de campo até o fim da temporada.

Thiago reconheceu que parte da torcida ainda carrega desconforto pela forma como sua saída anterior ocorreu, e disse entender esse sentimento. Ao mesmo tempo, reforçou que as necessidades do Fluminense precisam estar acima de interesses individuais e que aceitar o convite do clube foi, na visão dele, uma aposta mútua baseada em respeito.

Além do simbolismo da volta, o jogador demonstrou confiança no elenco para as próximas frentes: o Fluminense ocupa a terceira posição no Brasileirão, enfrenta o Bragantino na sexta-feira no Maracanã e segue nas oitavas da Libertadores e da Copa do Brasil. A expectativa, segundo o zagueiro, é manter a competitividade e buscar conquistas ao longo da temporada.