A avançada do Fluminense em Mendoza teve um capítulo decisivo fora do banco: Thiago Silva assumiu papel ativo na leitura do jogo e sinalizou ao técnico Marcão uma adaptação que acabou gerando o gol de Kevin Serna. Em partida encerrada nos pênaltis, o experiente capitão esteve em campo, converteu uma cobrança e foi peça-chave na mudança que abriu a jogada do empate.
Após a expulsão do adversário, Marcão promoveu alterações que recolocaram Serna e Lucho Acosta. Thiago Silva, percebendo um padrão ofensivo do Rivadavia — muitos cruzamentos direcionados ao segundo pau — sugeriu inverter Serna e Soteldo. A troca buscou proteger o corredor defendido por Renê e, ao mesmo tempo, transformar Serna em opção de contra‑ataque entrando por um canal mais livre. A leitura do capitão foi aplicada e, em uma das primeiras investidas pelo novo flanco, a combinação resultou no passe que deixou Serna frente a frente com o goleiro.
O capitão também revelou que, antes do jogo, participou de conversas com a comissão técnica para encontrar alternativas contra a bola aérea do rival — ponto que complicou o primeiro confronto. A iniciativa de Thiago Silva mostra não só influência tática no vestiário, mas também que a comissão técnica de Marcão admite contribuições dos líderes em campo, sem que isso represente quebra de hierarquia.
Politicamente dentro do clube, a cena reforça a autoridade do capitão e a flexibilidade do treinador em momentos decisivos. O ajuste trouxe efeito imediato: não foi apenas um gesto de confiança entre jogadores e comissão, mas uma mudança concreta que ajudou o Fluminense a seguir vivo na Libertadores.